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NOTÍCIAS

FELÍCIO ROCHO

Hábitos de vida podem ser tão determinantes quanto a genética para viver mais, aponta especialista
07 de abril de 2026 Saúde

O que faz uma pessoa viver mais: a genética ou os hábitos de vida? A pergunta acompanha a ciência há décadas e, embora ainda não haja consenso absoluto, estudos recentes indicam que os dois fatores têm peso semelhante. Uma publicação de 2026 na revista Science, com participação do Instituto Weizmann de Ciências, aponta que cerca de 55% da longevidade está associada à genética, enquanto 45% depende de fatores comportamentais.

 

Para o clínico geral do Hospital Felício Rocho, Ângelo Pimenta, o dado reforça uma mensagem central: é possível agir diretamente sobre uma parcela significativa da própria saúde. “Mesmo que a pessoa tenha uma genética favorável, é a adoção de hábitos saudáveis que vai permitir atingir o máximo desse potencial”, afirma.

 

O especialista lembra que, apesar dos avanços da medicina, especialmente a partir do século XX, com o desenvolvimento de vacinas, antibióticos, insulina e técnicas cirúrgicas modernas, a prevenção ainda é o caminho mais eficaz para garantir qualidade de vida. “A tecnologia é fundamental, mas evitar o adoecimento continua sendo mais simples, mais barato e mais eficiente do que tratar doenças já instaladas”, destaca.

 

Essa visão é respaldada por estudos contemporâneos sobre bem-estar, como o livro The Good Life (2023), que associa longevidade não apenas à saúde física, mas também à qualidade das relações e ao equilíbrio emocional.

 

No contexto do Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o médico Ângelo Pimenta destaca dez hábitos essenciais que devem ser estimulados desde a infância e mantidos ao longo da vida:

 

● Manter equilíbrio na alimentação e evitar excessos de álcool, tabaco e outras drogas;

● Evitar comportamentos de risco e situações de violência;

● Cuidar da higiene pessoal e dos ambientes;

● Controlar o estresse e cultivar a tranquilidade;

● Investir em bons relacionamentos e evitar o isolamento;

● Tomar sol de forma moderada;

● Dormir bem;

● Praticar atividade física regularmente;

● Acompanhar e tratar doenças crônicas como Hipertensão e Diabetes;

● Agir com ética e propósito.

 

“São medidas simples, acessíveis e com impacto comprovado. A longevidade não está apenas nos grandes avanços da medicina, mas nas escolhas que fazemos todos os dias”, conclui.

Hábitos de vida podem ser tão determinantes quanto a genética para viver mais, aponta especialista