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FELÍCIO ROCHO
Em 1846, época em que o conhecimento era ainda limitado e as bactérias ainda não tinham sido descobertas, o médico Semmelweis, na Áustria, demonstrou que higienizar as mãos reduzia a mortalidade pela chamada “febre puerperal”. A Medicina avançou, o conhecimento se expandiu muito, mas essa medida continua sendo um grande pilar para evitar infecções.
A higienização das mãos é a medida mais simples e barata para prevenir a disseminação de infecções e salvar vidas. Vírus e bactérias podem sobreviver de minutos a horas ou mesmo dias no ambiente, como maçanetas, teclados de computador, botões de elevador, mesas... se tocamos esses lugares e levamos nossas mãos ao rosto, podemos nos contaminar. Quem não se lembra da pandemia COVID19, em que a higienização das mãos foi amplamente estimulada para evitar a doença respiratória? Tocamos nosso rosto, sem perceber, dezenas de vezes ao dia; microrganismos podem invadir nosso corpo através dos olhos, nariz ou boca.
Viroses respiratórias e gastrointestinais são as doenças mais frequentemente transmitidas pelas mãos. Os vírus respiratórios (gripe/influenza, vírus sincicial respiratório, COVID19, adenovírus, rinovírus, etc...) são eliminados pela tosse e espirro. Se usarmos as mãos para conter a tosse e espirros, as gotículas que contêm os vírus ficam em nossas mãos e podem ser transmitidas para outras pessoas. A etiqueta da tosse nos estimula a não usar as mãos, mas a região do cotovelo para conter as secreções de tosse e espirros. Usar máscara e evitar contato com outras pessoas, em especial idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e imunossuprimidos, também são fundamentais para conter a disseminação desses patógenos.
Lavar as mãos com água e sabão, ou aplicar solução alcoólica a 70% quando as mãos não estiverem visivelmente sujas, destrói a camada externa da maioria dos microrganismos, inativando-os e impedindo que eles causem doenças.
Incorporar a higienização das mãos na rotina diária, em especial antes de comer ou preparar alimentos, após usar o banheiro, tossir, espirrar ou mexer em lixo — é um ato de responsabilidade individual e coletiva. Ao proteger a si mesmo, você quebra a cadeia de transmissão e protege também as pessoas ao seu redor.
Higienização das mãos pelos profissionais de saúde (e também visitantes e acompanhantes) no ambiente hospitalar evita transmissão de patógenos entre um paciente e outro (infecção cruzada). As mãos devem ser higienizadas antes e após tocar no paciente, antes e após calçar luvas, após tocar o ambiente em que o paciente se encontra, e antes de realizar procedimentos. É amplamente sabido e comprovado que a higienização das mãos é a medida mais fácil e barata para reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde (previamente chamadas de infecções hospitalares).
Incorporar a lavagem correta das mãos na rotina diária, especialmente antes de comer ou preparar alimentos, após usar o banheiro, tossir, espirrar, é um ato de responsabilidade individual e coletiva. Ao proteger a si mesmo, você quebra a cadeia de transmissão e protege também as pessoas ao seu redor.
No Dia Mundial da Higienização das Mãos, o Hospital Felício Rocho promoveu ação para reforçar a importância da prática na prevenção de infecções e segurança do paciente, com reconhecimento de setores destaques.
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